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EDIT: Feliz sexta-feira 13 -q
Esta é uma fanfic ambientada no mundo do mangá Naruto.
Ah! Nem acredito que o sensei mandou encontrá-lo tão cedo. O sol mal nasceu e aqui estou andando até o campo de treino sozinho e morrendo de sono. Saí com tanta pressa que nem penteei meu cabelo e as lentes dos meus óculos estão tão sujas, mas, por mais que eu limpe, nunca parece estar limpas o suficiente.
Depois de um tempo caminhando finalmente cheguei. Lucy e Kizaru já estavam lá, e pelas risadas posso deduzir que estão tendo uma conversa divertida. Não é para menos, desde que quando éramos da academia que notei que Lucy gosta muito do Kizaru, logo, ela riria de qualquer coisa que ele diga.
- Bom dia. – Digo acenando ao me aproximar; Pensando nisso acho que Kizaru nunca percebeu o que Lucy sente. Ele é mesmo um idiota.
- Bom dia cara! – Kizaru aperta minha mão de forma animada em contraste com minha cara de sono.
- Bom dia, Akatsuki-San. – Lucy me cumprimenta com um lindo sorriso acompanhado de sua linda voz. Não que eu a ame, mas, era impossível não ter tal opinião sobre ela. Conversar com ela era algo muito agradável para mim.
Ao ouvir seu bom dia sorrio para a garota. Antes que qualquer um de nós iniciasse uma conversa uma nuvem de fumaça surge em meio a nós. Como reação imediata saltamos para trás, quando a fumaça de dissipa revela ser o sensei, Kenshin.
Ele é uma pessoa estranha, mesmo se vestindo como a maioria dos Jounins usa uma estranha máscara que cobre do nariz para baixo, além disto, usa óculos escuros. Ele é muito fechado e tem uma voz dura, tenho medo dele.
- Olá crianças. – Diz o sensei acenando. Embora eu (assim como Kizaru e Lucy) tenha 13 anos, odeio que me chamem de criança, mas, sou tímido demais para falar alguma coisa.
- Como já devem saber sou Kenshin e serei o Jounin Sensei de vocês. Antes de começarmos digam seus nomes.
- Hikari Kizaru.
- Byakuhime Lucy.
Chegou a minha vez, não sei se consigo falar.
- Yo... Yo...
Droga! Estou tremendo e gaguejando, eles devem estar se segurando para não rirem de mim. Preciso falar logo.
- YOSHIDA AKATSUKI!
Falei bem?! Acho que falei alto demais. Praticamente gritei. Eles devem estar me achando um retardado. Sou terrível sob pressão social.
- Ok, agora vamos ao treino.
O sensei não parece ter se incomodado com o meu mau jeito, ele caminha calmamente até uma árvore que estava no meio do campo, afastada das demais. Nela havia três pergaminhos pendurados.
- Vocês devem pegar um desses pergaminhos que estão da árvore, eu vou tentar impedi-los. Quem não pegar antes do tempo limite ficará preso nesta árvore sem almoço. O tempo limite é segredo. Comecem!
Enquanto o sensei explicava o treino notei Kizaru falando algo no ouvido de Lucy, não consegui ouvir. Quando o inicio do treino é anunciado nós três sumimos ao mesmo tempo num movimento rápido para se esconder e pensar num plano de ataque. Fui pra cima de uma ávore, onde tenho visão do sensei e dos pergaminhos.
Por ele ser um Jounin, acho mais seguro esperar um dos outros dois agirem para assim tentar pegar meu pergaminho aproveitando a distração. Não demora muito até que Kizaru aparece no campo correndo até o sensei, provavelmente vai tentar um ataque direto, que idiota. O sensei não parece ter percebido, talvez funcione; Ele sumiu, o sensei sumiu! Bem diante dos meus olhos! Espera, apareceu de novo, atrás do Kizaru. De alguma forma o sensei viu, e fingiu não ter percebido. O Kizaru caiu, Kenshin o jogou no chão a certa distancia da árvore.
Hum, tem algo ali perto da árvore... É a Lucy, ela está tentando pegar dois pergaminhos ao mesmo tempo! Então este é o plano deles. Será que devo aproveitar para pegar? Não, melhor não. O sensei está jogando uma bomba de fumaça nela, não consigo mais vê-la e nem o próprio professor, o que ta acontecendo lá?
- Bu!
Atrás de mim, uma voz! Aquele som grave vindo de repente de trás de mim me surpreendeu, não consigo me equilibrar neste galho, estou caindo!
- AI! – Grito de dor ao chocar minhas costas com o chão duro. Tento me levantar enquanto olho para cima, de lá desce o sensei. Mas como? Ele estava lá perto da árvore... E ainda está! A fumaça se dissipou, posso vê-lo perto de Lucy que está caída no chão com vários insetos andando pelo seu corpo, ela está agonizada. Kizaru está mais ferido, provavelmente tentou atacar de novo e foi derrubado. O sensei fez um clone para me pegar enquanto cuidava dos dois, mas, como ele sabia onde eu estava?
O clone do sensei não estava mais ali do meu lado, ele havia se transformado em diversos insetos que voam de volta ao sensei.
- AKATSUKI, PEGUE OS PERGAMINHOS! – Kizaru grita para mim enquanto levanta com dificuldade, para atacar o sensei afim de criar uma distração para eu completar o objetivo do treino, mas, não sei se consigo. Estou com muito medo, meu corpo não mexe.
- AKATSUKI! – Kizaru grita enquanto tenta um soco no sensei que desvia facilmente.
- AKATSUKI-SAN! – Lucy grita enquanto se contorce tentando se livrar dos insetos.
Uma enorme força de vontade nasce em mim, me levanto e corro o Maximo que posso em direção a árvore. Quando estou perto olho na direção de Kizaru, ele estava no chão e o sensei havia sumido. Olho para frente, e me deparo com o sensei bem próximo.
- O treino acabou!
Tudo fica escuro de repente, não sinto meu corpo. Ah, posso mover meus olhos. Sinto o chão sob mim. Sinto algo envolvendo meu tronco e braços, está apertado. Abro os olhos e me deparo com o sensei em minha frente almoçando. É a primeira vez que o vejo sem máscara, parece menos assustador assim.
- Yo! – O sensei me cumprimenta. Eu tento me mover então percebo que estou amarrado firmemente a uma árvore.
- O que aconteceu? – Pergunto ao sensei.
- Usei um genjutsu para te apagar. Vocês três perderam. – Ao ouvir aquilo começo a olhar ao redor procurando por Lucy e Kizaru.
- Onde estão Lucy e Kizaru, eles não deveriam estar amarrados nesta árvore também?
- Não. Eu os liberei.
- Mas porq...
- Eles trabalharam em equipe, se sacrificaram pela missão. Você se manteve escondido, hesitante. Tentei te estimular a se arriscar te tirando do seu esconderijo, mas mesmo assim você hesitou. Quando decidiu ajudar era tarde, numa missão de verdade um segundo de hesitação pode significar a morte de companheiros importantes. Uma pessoa que não está pronta para se sacrificar pelo time, não merece ser chamada de ninja!
Ouvir aquilo foi terrível. E o que tornava aquelas palavras mais duras e pesadas é que era tudo verdade.
- Pense nisso.
O sensei some ao dizer isto. Eu estou morrendo de fome e cansaço. Quanto mais o tempo passa minha consciência pesa mais, e minha fome aumenta. Já não sei quanto tempo se passou. Será que o sensei se esqueceu de mim? Meu corpo começa a cair pra frente, percebo antes de me chocar contra o chão então me apoio para não cair. As cordas se romperam.
- Pode ir pra casa agora. – O sensei havia voltado, ele cordou as cordas. Não, ele não voltou, ele nunca se foi. A marmita onde estava o almoço dele está li no chão atrás da árvore onde eu estava amarrado, ele sempre esteve aqui atrás. Por que ele não foi pra casa?
- Sensei, por que o senhor não foi embora? Deve ser melhor ficar com a família do que aqui, com um garoto que você nem conhece.
- Não tenho família.
Ele responde de forma natural sem expressar tristeza por isso, mas ao ouvir aquilo me doeu o coração.
- Embora eu tenha um clã, não tenho pais ou irmãos. Ninguém próximo.
- Entendo. Desculpe.
- Não tem problema. Quer que eu te acompanhe até em casa para explicar ao seus pais do motivo de você ter demorado a voltar?
Aceno com a cabeça positivamente. Grande parte do caminho fomos em silencio, eu ainda estava mal por ter perguntado sobre a família dele.
- Você deve estar se perguntando, como eu sabia onde vocês estavam o tempo todo, não é?
- Aham. Isso me deixou muito curioso.
Na verdade nem tanto, mas seria bom saber.
- Haha. Lembra quando apareci numa cortina de fumaça? Naquele momento enviei insetos fêmeas para seus corpos que se esconderam em suas roupas. Os insetos fêmeas emitem um cheiro que só os machos sentem, logo foi fácil saber onde você estavam.
- Nossa.
O sensei é mesmo incrível. Ele preparou tudo com antecedência. Depois daquela conversa eu já não tinha medo dele, já sentia uma amizade ser formando daquele momento. Chegamos logo na minha casa, o sensei explicou tudo aos meus pais que entenderam perfeitamente. Se eu tivesse explicado levaria uma bronca por ter perdido o almoço.
Vou ter que dormir cedo hoje, pois amanhã minha vida como ninja começa de verdade, terei minha primeira missão.
- Akatsuki! Acorda!
- Ah... Mais cinco minutinhos...
- Vai se atrasar para sua primeira missão. Se você quer ser um ninja, deve ser pontual!
Minha mãe nunca gostou muito da idéia de eu ser ninja, ela acha muito perigoso. Por ela não gostar, talvez seja por isso que pega tanto no meu pé sobre treinamentos e estudo e até envolve coisas que não tem nada haver tipo “ninjas tomam banho” ou “ninjas obedecem a suas mães”. Mas eu gosto dela, é uma boa mãe.
- Mãe, tô indo!
Passo correndo pegando uma torrada sobre um prato que estava na mesa, seguro o pão com a boca enquanto pego minha mochila e ponho nas costas ao mesmo tempo em que corro para a saída.
- Espera menino, come direit...
Bato a porta com pressa, não espero para ouvi-la. Estou muito atrasado, vou ter que ir saltando. Embora seja comum ver ninjas pulando entre os telhados das casas, tem gente que se irrita quando alguém pousa em sua sacada nem que seja por um segundo. Outro dia quase levei uma vassourada.
- Yo, Akatsuki-san!
- Sensei!
- Haha, parece que não sou o único atrasado, hein.
- Hehe.
O sensei parece uma pessoa que se atrasa com freqüência em seus compromissos, ontem ele também se atrasou para o nosso primeiro treino.
Com a velocidade que estávamos conseguimos chegar rapidamente ao local marcado para nos encontrarmos, porém, quando chegamos, demos de cara com Kizaru e Lucy se beijando.
Não sei por que, mas quando vi aquilo fiquei um pouco chocado, talvez por eu não esperar por aquilo ou talvez eu gostasse mesmo da Lucy mesmo eu dizendo o contrario pra mim mesmo desde que percebi que ela gosta do Kizaru.
Eu e o sensei ficamos ali sem saber o que fazer ou dizer. Pra nosso conforto, eles logo notaram nossa presença e pararam. Lucy ficou um pouco envergonhada e Kizaru ficou sorrindo pra gente e coçando a cabeça com cara de idiota.
- Olá sensei. Yo, Akatsuki-san.
Um silencio estranho reinou, então o sensei quebrou aquele clima esquisito falando sobre a missão.
- Bom, nossa missão será simples vamos escoltar um mercador daqui até a sua vila, que não é muito longe de Konoha. O mercador não é muito rico, mas, tem muito medo de ser assaltado no caminho por isso que quer a proteção de ninjas. É uma missão rank D, é perfeita para vocês que estão iniciando. Sigam-me, vamos encontrá-lo no portão sul.
O portão Sul era bem próximo de onde estávamos, então chegamos logo. Lá encontramos um senhor que aparentava uns 40 anos, bem magro e baixo com cara de rabugento.
- Finalmente!
O senhor exclamou com um tom descontente. O sensei nos apresentou ao homem que se chama Ibamaru então começamos a viagem. Não sabíamos que tipo de coisas aquele homem carregava, mas pela suas roupas e aparência da carroça e dos cavalos não parecia possuir objetos valiosos, não tenho certeza se alguém vai querer roubá-lo, mas enfim... Ele nos contratou.
O sensei nos posicionou de forma que cercássemos toda a carroça, ele ficou atrás, onde poderia nos ver e evitar que alguém tente algum ataque surpresa por trás. Eu fiquei do lado esquerdo, Kizaru do lado oposto e Lucy na frente ao lado dos cavalos. Depois de um tempo o Iba-san parou a carroça.
- Quero mijar.
- Senhor, falta pouco, não gostaria de esperar até chagarmos a vila? Parar aqui é...
- Não! Estou muito apertado. E quero que você venha comigo para me proteger.
Ibamaru parecia ser uma pessoa bem teimosa, mesmo o sensei pedindo para que seguíssemos para a vila ele insistiu em ir urinar e ainda obrigou o sensei a ir com ele, como se alguém fosse ataca-lo.
- Crianças, fiquem aqui e cuidem da carroça.
O sensei da uma última ordem e segue o velho dentro da floresta característica do país do fogo. Enquanto esperávamos, nos sentamos embaixo de uma árvore. Tentei ficar um pouco mais distante para não atrapalhar o clima dos dois e fiquei de uma forma que não visse caso se beijassem de novo.
O que é isso? Meus olhos estão se fechando! Que sono... Hã?! Penas brancas estão caindo do céu... Minha visão está escurecendo... Eu não posso dormir...
- Akatsuki-san, acorde!
- Lucy...
Finalmente acordei. Mas o que foi aquilo?
- Lucy-san, o que foi que aconteceu?
- Você caiu num genjutsu, estamos sendo atacados!
Olho em volta velho o sensei saltando e cruzando kunais com um homem careca e roupas comuns que lutava como ninja. Talvez seja um nukenin de Konoha ou alguma outra vila. Lucy, que acabara de me tirar da ilusão se levanta e fica observando a luta do sensei, atenta, enquanto Kizaru estava na frente do Ibamaru afim de protege-lo.
O sensei estava numa luta feia com aquele homem. Me pergunto por que ele estaria tão afim de roubar uma carruagem tão pobre e ainda mais sozinho sabendo que teria de enfrentar quatro ninjas. Sendo ele um ninja devia saber que o sensei é um jounin pelo seu fardamento. Não entendo o que esse careca quer...
- Akatsuki, Lucy, cuidado!
O sensei grita, parece ter percebido algo. Quando eu olho para o lado vejo um clone do inimigo saindo de trás de uma árvore segurando uma kunai e estava indo em nossa direção. Lucy se vira um pouco depois de mim, ele já estava bem perto então tenta perfura-la.
- Lucy!
Escuto Kizaru gritando, vejo meu sangue escorrendo pela lamina e pingando no chão.
- Akatsuki-san!
Ouço a voz de Lucy, não vejo seu rosto por ela estar atrás de mim, mas noto que ela chora pela sua voz. Não sei o que aconteceu, de repente meu corpo se moveu e quando me vi já tinha me jogado na frente dela e levado o golpe. Nunca fiquei tão ferido antes, ver meu sangue saindo daquele jeito e a dor que senti naquele momento me fez perder os sentidos, tudo estava escurecendo.
Sinto uma leve brisa. Sinto que estou me movendo, mas não estou andando. Será que eu morri? Ao abrir os olhos vejo que estava mais alto, via Lucy e Kizaru andando a frente então noto que estava sendo carregado nas costas do sensei.
- Sensei?!
- Bem vindo de volta, Akatsuki-san.
- O que foi aquilo.
- Fomos atacados por um assassino em série que fugiu de Konoha a alguns anos, mas já cuidei dele.
Como suspeitei. Ninguem ia querer roubar aquele homem tão pobre. Falando dele, ele não está aqui.
- Ah! E o Ibamaru-san?
- Já está em sua vila. Você ficou desacordado por um bom tempo. Aquela Kunai tinha algum tipo de veneno, mas a Lucy-chan o curou com seu ninjutsu médico. Já estamos voltando a Konoha.
- Estão todos bem?
- Sim graças a você.
- Obrigada, Akatsuki-san. Você foi muito corajoso me defendendo daquele jeito.
Diz Lucy com um lindo sorriso.
- Obrigado cara.
Kizaru também me agradece. Eu não tinha notado antes, mas, o Kizaru não é um cara tão idiota como eu pensava. Talvez eu só estivesse com ciúmes.
- Akatsuki-san, de onde tirou toda aquela coragem?
- Não sei. Talvez seja meu jeito ninja. Hehe.
No começo eu realmente não entendia de onde eu tinha tirado tal determinação para fazer aquilo, mas aí lembrei que alguém uma vez me disse: “Uma pessoa que não está pronta para se sacrificar pelo time, não merece ser chamada de ninja!” Acho que agora, sou um ninja.